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Responsabilidade Corporativa

Programa de Doação de Mectizan

Desde 1987 mantemos o nosso compromisso de combater a cegueira do rio com a doação de Mectizan “tanto quanto necessário, pelo tempo que for necessário…” para a sua erradicação no mundo.

Técnico olhando lâmina ao microscópio usa a camiseta do programa brasileiro de eliminação da oncocercose

Durante séculos, a cegueira do rio (oncocercose) assolou comunidades remotas na África, América Latina e Iêmen, e não houve resposta para essa aflição. Mas tudo começou a mudar em meados da década de 1970, quando o dr. William Campbell, da área de pesquisa da MSD, sugeriu o uso de ivermectina (mais tarde chamada Mectizan) para a cegueira do rio em humanos.

Após o inovador trabalho de laboratório do dr. Campbell, outro pesquisador da MSD, dr. Mohammed Aziz, defendeu o desenvolvimento clínico de Mectizan. Dr. Aziz liderou a colaboração, com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no início da década de 1980, para projetar e implementar estudos de campo na África Ocidental que, em última análise, provaram a eficácia do medicamento contra a cegueira do rio.

Em 1987, o CEO da MSD na época, Roy Vagelos, comprometeu-se a doar o Mectizan – na quantidade necessária e pelo tempo que fosse necessário para a erradicação da cegueira do rio no planeta.

Para alcançar esse objetivo, os líderes da MSD reconheceram que muitas organizações com habilidades únicas precisariam trabalhar juntas como uma equipe. Para viabilizar essa colaboração, instituímos o Programa de Doação Mectizan (MDP), a primeira parceria público-privada deste tipo no mundo.

Operando a partir da Força-Tarefa para a Saúde Global, com sede em Atlanta (EUA), o MDP coordena atividades técnicas e operacionais entre a MSD, a OMS, o Banco Mundial e uma gama de parceiros públicos e privados.

Com base na implementação bem-sucedida do programa, em 1998 a MSD expandiu seu compromisso de incluir a doação de Mectizan para outra doença, filariose linfática, também conhecida como elefantíase, em países africanos e no Iêmen, onde coexiste com a cegueira do rio. Para elefantíase, Mectizan é administrado com albendazol, uma droga doada pela farmacêutica GSK.

Em novembro de 2017, em apoio às novas diretrizes da OMS, a MSD anunciou uma expansão do MDP para alcançar até 100 milhões de pessoas adicionais por ano até 2025, como parte do esforço global para eliminar a elefantíase.

Mais de trinta anos depois, os resultados do Programa de Doação de Mectizan falam por si só. Vários países da África estão fazendo progressos significativos para eliminar ambas as doenças. Na América Latina, quatro países – Colômbia, Equador, México e Guatemala – receberam verificação da OMS sobre a eliminação da cegueira do rio. A elefantíase foi eliminada em Togo e Iêmen. Tanto a cegueira do rio quanto a elefantíase estão na lista da OMS de doenças tropicais negligenciadas destinadas à eliminação global.

Hoje, o MDP é o programa de doação de medicamentos mais antigo e específico para doenças desse tipo e tem sido influente no desenvolvimento de uma série de outros programas de doação de medicamentos. E, a estratégia do MDP, usada para distribuir o Mectizan, permitiu que os serviços de saúde adicionais fossem introduzidos em comunidades remotas onde os serviços de saúde são limitados.

O programa atinge mais de 300 milhões de pessoas nas áreas afetadas anualmente, com mais de 3,4 bilhões de tratamentos doados desde 1987.

"Este programa pioneiro mudou a face da saúde global nas últimas três décadas", disse Yao Sodahlon, chefe do MDP. "Quando visito comunidades onde o Mectizan é doado, posso ver como o programa ajudou a aliviar o sofrimento e permitiu que as pessoas vivessem uma vida melhor e mais saudável."

Programa de Doação de Mectizan no Brasil

No Brasil, o Programa de Doação de Mectizan tem uma parceria desde 1990 com o Ministério da Saúde, executada pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) para tratar povos Yanomami na Amazônia, em uma região de difícil acesso e de mata fechada próxima à fronteira com a Venezuela, um dos últimos focos de oncocercose no mundo.

O programa, contribuiu para ampliar o acesso à atenção básica de saúde à população yanomami, como a implementação do calendário público vacinal, tratamentos de diversas outras patologias e pequenas cirurgias.

Iniciado há mais de 30 anos, o Programa de Doação de Mectizan já reduziu drasticamente a prevalência da oncocercose nas áreas endêmicas do Brasil e já é possível vislumbrar a eliminação da doença em nosso país em alguns anos, objetivos que compartilhamos com o Ministério da Saúde e com a Sesai.

Em 2023, o programa no Brasil passará o marco de 2 milhões de tratamentos doados desde seu início, beneficiando uma população de aproximadamente 18.850 indígenas.

 

Quer saber mais? Assista ao documentário da PAHO TV – O último foco de oncocercose nos povos Yanomami e Ye’Kuana