Multipliquemos o cuidado com o câncer de colo do útero.

Estratégia global da Organização Mundial da Saúde (OMS)3


Em estágios iniciais, os sintomas do câncer de colo do útero podem incluir:⁴

  • Sangramento vaginal depois da relação sexual.
  • Sangramento vaginal depois da menopausa.
  • Sangramento vaginal entre menstruações ou sangramentos menstruais mais intensos e demorados que o usual.
  • Corrimento vaginal aquoso e com odor forte ou com sangue.
  • Dor pélvica ou dor durante as relações sexuais.

Os sintomas do câncer de colo do útero avançado podem incluir:⁴

  • Evacuação difícil ou dolorosa, ou com sangue no reto ao evacuar.
  • Dificuldade ou dor para urinar, ou presença de sangue na urina.
  • Dor lombar.
  • Edema nas pernas.
  • Dor abdominal.
  • Sensação de cansaço.

Estes sintomas podem ser causados por muitas condições além de câncer de colo do útero.
A única maneira de descobrir é buscando um profissional de saúde.4



O que é rastreamento do câncer de colo do útero?

Os exames de rastreamento são feitos com o objetivo de encontrar alterações pré-cancerígenas nas células do colo do útero, quando é possível prevenir o desenvolvimento de câncer por meio de tratamento.8

Às vezes, o exame de rastreamento pode revelar um câncer. Quando o diagnóstico é feito em estágio inicial, costuma ser mais fácil tratar a doença.8



  • O teste de HPV é um exame das células para detectar infecções por tipos de HPV de alto risco que podem causar câncer de colo do útero.8
  • O Papanicolau, também chamado de exame de citologia cervical, é uma coleta das células do colo do útero para poder detectar alterações causadas pelo HPV que, se não forem tratadas, podem se converter em câncer de colo do útero. Com este exame, pode-se encontrar células pré-cancerígenas e células de câncer de colo do útero. Às vezes, um exame Papanicolau também detecta doenças que não são câncer, como infecção ou inflamação.8
  • O exame conjunto de HPV/Papanicolau é uma combinação desses dois exames feita para detectar tanto o HPV de alto risco como as alterações nas células do colo do útero.8

  1. O teste de HPV é um exame das células para detectar infecções por tipos de HPV de alto risco que podem causar câncer de colo do útero.8
  1. O Papanicolau, também chamado de exame de citologia cervical, é uma coleta das células do colo do útero para poder detectar alterações causadas pelo HPV que, se não forem tratadas, podem se converter em câncer de colo do útero. Com este exame, pode-se encontrar células pré-cancerígenas e células de câncer de colo do útero. Às vezes, um exame Papanicolau também detecta doenças que não são câncer, como infecção ou inflamação.8
  1. O exame conjunto de HPV/Papanicolau é uma combinação desses dois exames feita para detectar tanto o HPV de alto risco como as alterações nas células do colo do útero.8

Cirurgia de câncer de colo do útero

Cirurgia de câncer de colo do útero

A cirurgia pode ser utilizada para ajudar a:11

Diagnosticar o câncer de colo do útero;

Determinar até que ponto a doença se propagou;

Tratar o câncer (especialmente para os cânceres em estágio precoce).

Cirurgia para lesões pré-cancerígenas no colo do útero

Podem-se utilizar dois tipos de procedimentos para tratar lesões pré-cancerígenas no colo do útero:11

Ablaçãoa: destruição de tecido do colo do útero com temperaturas frias (criocirurgia) ou com laser (ablação a laser), em vez de extrair o tecido.11

Conizaçãob: cortam-se e extirpam-se as lesões pré-cancerígenas.11

Esses procedimentos são utilizados para tratar a neoplasia intraepitelial cervical (NIC).11

aAblação: em medicina, é a eliminação ou destruição de uma parte ou tecido do corpo ou de sua função. A ablação pode ser realizada mediante cirurgia, uso de hormônios, medicamentos, radiofrequência, calor ou outros métodos.12
bConização: procedimento em que se extrai do colo do útero uma porção de tecido anormal em forma de cone.11

 

Cirurgia de câncer de colo do útero invasivo

Os procedimentos para tratar o câncer de colo do útero invasivo são:11

Histerectomiac simples e radical: uma histerectomia simples remove o útero (tanto o corpo do útero quanto o colo do útero), mas não as estruturas adjacentes  (paramétrios e ligamentos uterossacros). A histerectomia simples pode ser utilizada para tratar certos tipos de NIC grave ou certos tipos de câncer de colo do útero muito precoce. Uma histerectomia radical extirpa o útero juntamente com os tecidos próximos a ele (os paramétrios e os ligamentos uterossacros), o colo do útero e a parte superior da vagina junto ao colo do útero. Os ovários não são extirpados, a menos que exista alguma outra razão médica para fazê-lo.11

Cervicectomiad: neste procedimento, extirpa-se o colo do útero e a parte superior da vagina, mas não o corpo do útero. Depois, o cirurgião faz uma sutura dentro da cavidade uterina para manter a abertura do útero fechada, como estaria normalmente o colo do útero. Uma cervicectomia radical permite que as mulheres sejam tratadas sem perder a capacidade de ter filhos.11

Exenteração pélvicae: nesta cirurgia, são extirpados os mesmos órgãos e tecidos que na histerectomia radical, com disseção dos gânglios linfáticos pélvicos. Adicionalmente, pode-se extirpar a bexiga, a vagina, o reto e também parte do cólon, dependendo do lugar para onde o câncer tenha se disseminado.11

cHisterectomia: cirurgia para retirar o útero e, em algumas ocasiões, os órgãos e tecidos que o circundam.11
dCervicectomia: cirurgia para retirar o colo do útero.11
eExenteração pélvica: cirurgia para retirar o cólon inferior, o reto e a bexiga. Criam-se aberturas para que a urina e a matéria fecal saiam do corpo. Nas mulheres, também se extirpa o colo do útero, a vagina, os ovários e os gânglios linfáticos próximos.11

Cirurgia para retirar gânglios linfáticos adjacentes

Amostra de gânglios linfáticos para-aórticos: em geral, durante a cirurgia de histerectomia radical, extirpam-se os gânglios linfáticos próximos à aorta (a artéria grande do abdome). Os gânglios linfáticos podem ser enviados ao laboratório durante a cirurgia para que se realizem exames rápidos. Se os gânglios linfáticos para-aórticos indicarem câncer, a cirurgia poderá ser interrompida, com aplicação de quimioterapia com ou sem imunoterapia em seu lugar. Se os gânglios linfáticos não mostram câncer, geralmente são extirpados e se conclui a histerectomia radical.11

Dissecção de gânglios linfáticosf pélvicos: o câncer que começa no colo do útero pode propagar-se aos gânglios linfáticos da pelve. Para comprovar a disseminação aos gânglios linfáticos, o cirurgião pode retirar alguns desses gânglios.11

Mapeamento e biópsia do gânglio linfático sentinela: o mapeamento e a biópsia do gânglio linfático sentinela são procedimentos em que o cirurgião encontra e extirpa somente os gânglios linfáticos para onde o câncer provavelmente se propagaria primeiro. Pode-se considerar o mapeamento dos gânglios linfáticos sentinela para certos casos de câncer de colo do útero em estágio I. Ele é mais bem utilizado para  tumores com menos de 2 cm de tamanho.11

fDissecção de gânglios linfáticos: procedimento cirúrgico para retirar gânglios linfáticos; depois dele, observa-se uma amostra do tecido ao microscópio para determinar se existem sinais de câncer.12


Radioterapia

Radioterapia

A radioterapia é o uso de radiação de alta energia com raio-X para matar as células cancerígenas e reduzir os tumores.13

Os dois tipos principais de radioterapia são a radioterapia externa e a interna (também chamada braquiterapia). Tanto a radioterapia externa como a interna são usadas para tratar o câncer de colo do útero.13

Radioterapia externa: a radioterapia de feixe externo utiliza uma máquina fora do corpo para enviar radiação até a área com câncer.13

Radioterapia interna: a radioterapia interna utiliza uma substância radioativa que é colocada diretamente dentro do câncer ou ao redor dele. A radioterapia interna também é chamada de braquiterapia.13


Quimioterapia


Quimioterapia

A quimioterapia utiliza medicamentos para deter o crescimento das células cancerígenas, seja matando-as, seja impedindo-as de se reproduzir. A quimioterapia pode ser administrada sozinha ou com outros tipos de tratamento.14


Terapia-alvo


Terapia-alvo

A terapia-alvo consiste no uso de medicamentos voltados a proteínas das células do câncer de colo do útero que ajudam essas células a crescer, espalhar-se ou viver mais tempo. As terapias-alvo atuam para destruir as células cancerígenas ou desacelerar seu crescimento.15


Imunoterapia

Imunoterapia

A imunoterapia é um tipo de terapia na qual se utilizam substâncias a fim de estimular ou inibir o sistema imunológico e, desse modo, ajudar o corpo a combater o câncer, as infecções e outras enfermidades. A imunoterapia ajuda o sistema imunológico de uma pessoa a combater o câncer.16


Ginecologista

Médico que trata doenças do sistema reprodutor feminino.10


Oncologista ginecologista

Médico que se especializa em cânceres do sistema reprodutivo feminino e que pode realizar cirurgias, além de receitar quimioterapia e outros medicamentos.10


Radio-oncologista

Médico que utiliza radiação para tratar o câncer.10


Oncologista

Médico especializado em oncologia que usa quimioterapia e outros medicamentos para tratar o câncer.10


Outros especialistas também podem participar de seu tratamento, incluindo enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, especialistas em reabilitação e outros profissionais de saúde.10

novos casos de câncer de colo do útero no mundo em 2022.7

  • Foram diagnosticados 18.715 novos casos de câncer de colo do útero.17
  • Foram registradas 9.905 mortes por câncer de colo do útero no Brasil.17

novos casos de câncer de colo do útero na América Latina e no Caribe em 2022.7

  • Foram notificadas 33.514 mortes por câncer de colo do útero.7
  • •Foram notificadas 348.874 mortes por câncer de colo do útero no mundo.7

Glossário

Ablação: em medicina, é a eliminação ou destruição de uma parte ou tecido do corpo ou de sua função. A ablação pode ser realizada mediante cirurgia, uso de hormônios, medicamentos, radiofrequência, calor ou outros métodos.12
DNA: molécula do interior das células que contém a informação genética necessária para que as pessoas e a maioria de organismos se desenvolvam e cresçam.12
Braquiterapia: tipo de radioterapia na qual se coloca um material radioativo selado em agulhas, grãos, fios ou cateteres diretamente no tumor ou ao redor dele.12
Câncer invasivo: câncer disseminado para além da parte externa do tecido em que tenha se desenvolvido, crescendo nos tecidos sadios circundantes.12
Cervicectomia: cirurgia para retirar o colo do útero.12
Conização: procedimento em que se extrai do colo do útero uma porção de tecido anormal em forma de cone.12
Criocirurgia: procedimento no qual se usa um líquido extremamente frio ou um instrumento chamado de criossonda para congelar e destruir o tecido anormal.12
Dissecção de gânglios linfáticos: procedimento cirúrgico para retirar gânglios linfáticos; depois dele, observa-se uma amostra do tecido ao microscópio para determinar se existem sinais de câncer.12
Displasia: termo que descreve a presença de células anormais em um tecido ou um órgão.12
Exenteração pélvica: cirurgia para retirar o cólon inferior, o reto e a bexiga. Criam-se aberturas para que a urina e a matéria fecal saiam do corpo. Nas mulheres, também se extirpam o colo do útero, a vagina, os ovários e os gânglios linfáticos próximos.12
Gânglio linfático: estrutura em forma de feijão que é parte do sistema imunológico. Os gânglios linfáticos filtram substâncias que viajam através do líquido linfático e contêm linfócitos (glóbulos brancos), que ajudam o corpo a combater infecções e doenças.12
Histerectomia: cirurgia para retirar o útero e, em algumas ocasiões, os órgãos e tecidos que o circundam.12
Incidência: número de casos novos de uma doença diagnosticados a cada ano.12
Imunossuprimido: pessoa com o sistema imunológico debilitado:12
Imunoterapia: tipo de terapia para a qual se utilizam substâncias a fim de estimular ou inibir o sistema imunológico e, desta maneira, ajudar o corpo a combater o câncer, as infecções e outras doenças.12
Neoplasia: termo usado para indicar crescimento anormal de células.12
Paramétrio: tecido adiposo e conjuntivo que cerca o útero. O paramétrio ajuda a conectar o útero aos outros tecidos da pelve.12
Pré-cancerígena: palavra utilizada para descrever uma doença que pode se converter em câncer ou que mostra probabilidade de se converter em câncer.12
Teste de HPV: exame laboratorial em que células são analisadas para que se detecte o DNA ou RNA de certos tipos de papilomavírus humano (HPV) conhecidos por serem causadores de câncer de colo do útero.12
Radioterapia: uso de radiação de alta energia de raio-X para matar as células cancerosas e reduzir os tumores.12
Tecido conjuntivo: tecido que sustenta, protege e estrutura outros tecidos e órgãos do corpo.12
Terapia-alvo: tipo de tratamento em que se utiliza medicamentos ou outras substâncias que têm como alvo moléculas específicas das quais as células cancerígenas necessitam para sobreviver e disseminar-se. As terapias-alvo agem de diferentes maneiras no tratamento do câncer.12
HPV: papilomavírus humano, um grupo de vírus relacionados que podem causar câncer.12

Referências

  1. National Cancer Institute (NCI). What is cervical cancer? 2023. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/cervical. Acessado em 2 de março de 2026.
  2. World Health Organization (WHO). Cervical cancer. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/cervical-cancer#tab=tab_1. Acessado em 6 de março de 2026.
  3. World Health Organization (WHO). Global strategy to accelerate the elimination of cervical cancer as a public health problem. 2020. Disponível em: https://iris.who.int/server/api/core/bitstreams/4e245e89-ddcc-488f-97c7-9de5e08524ef/content. Acessado em 2 de março de 2026.
  4. National Cancer Institute (NCI). Cervical cancer symptoms. 2022. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/cervical/symptoms. Acessado em 2 de março de 2026.
  5. National Cancer Institute (NCI). Cervical cancer causes, risk factors, and prevention. 2024. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/cervical/causes-risk-prevention. Acessado em 2 de março de 2026.
  6. American Cancer Society (ACS). Risk factors for cervical cancer. 2025. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/types/cervical-cancer/causes-risks-prevention/risk-factors.html. Acessado em 6 de março de 2026.
  7. Global Cancer Observatory (Globocan). Globocan 2022. Cervix uteri. 2024. Disponível em: https://gco.iarc.who.int/media/globocan/factsheets/cancers/23-cervix-uteri-fact-sheet.pdf. Acessado em 3 de março de 2026.
  8. National Cancer Institute (NCI). Cervical cancer screening. 2025. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/cervical/screening. Acessado em 3 de março de 2026.
  9. National Cancer Institute (NCI). Cervical cancer diagnosis. 2024. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/cervical/diagnosis. Acessado em 3 de março de 2026.
  10. American Cancer Society (ACS). Treating cervical cancer. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/types/cervical-cancer/treating.html. Acessado em 6 de março de 2026.
  11. American Cancer Society (ACS). Surgery for cervical cancer. 2025. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/types/cervical-cancer/treating/surgery.html. Acessado em 6 de março de 2026.
  12. American Cancer Society (ACS). Cancer glossary: definitions & phonetic pronunciations. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/understanding-cancer/glossary.html. Acessado em 6 de março de 2026.
  13. American Cancer Society (ACS). Radiation therapy for cervical cancer. 2025. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/types/cervical-cancer/treating/radiation.html. Acessado em 6 de março de 2026.
  14. National Cancer Institute (NCI). Cervical cancer treatment. 2025. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/cervical/treatment. Acessado em 6 de março de 2026.
  15. American Cancer Society (ACS). Targeted drug therapy for cervical cancer. 2025. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/types/cervical-cancer/treating/targeted-therapy.html. Acessado em 6 de março de 2026.
  16. American Cancer Society (ACS). Immunotherapy for cervical cancer. 2025. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/types/cervical-cancer/treating/immunotherapy.html. Acessado em 6 de março de 2026.
  17. Global Cancer Observatory (Globocan). Globocan 2022. Brazil. 2024. https://gco.iarc.who.int/media/globocan/factsheets/populations/76-brazil-fact-sheet.pdf. Acessado em 3 de março de 2026.

Este material informativo não substitui a conversa com um médico, pois apenas esse profissional poderá te orientar sobre a prevenção de doenças e o uso adequado de medicamentos. Não tome nenhum medicamento sem ter recebido orientação médica.

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