
Conhecimento para a saúde
Multipliquemos o cuidado com o câncer de colo do útero.
Definição, estratégia da Organização Mundial da Saúde (OMS), prevenção, detecção, sintomas, fatores de risco, diagnóstico e tratamento
Conhecimento para a saúde
O que é câncer de colo do útero?
O câncer de colo do útero é um tipo de tumor que se origina nas células do colo do útero. O colo do útero é a parte final, inferior e estreita do útero, que o conecta à vagina.1
Em geral, o câncer de colo do útero se desenvolve lentamente. Antes que se forme, as células do colo do útero passam por certas mudanças conhecidas como displasias, em que células “anormais” começam a surgir no tecido.1
Com o tempo, se as células anormais não forem destruídas ou eliminadas, é possível que se transformem em células cancerígenas, se multipliquem e se disseminem para partes mais profundas do colo do útero e para as áreas que o circundam.1
Cerca de 99% dos casos de câncer do colo do útero estão ligados à infecção por papilomavírus humano (HPV) de alto risco

Adaptado de: National Cancer Institute.1
Estratégia global da Organização Mundial da Saúde (OMS)3
Em 2020, a OMS lançou uma estratégia global para acelerar a erradicação do câncer de colo do útero enquanto problema de saúde pública.3
A erradicação do câncer de colo do útero em um país foi definida como um limite de 4 casos ou menos por 100.000 mulheres-ano.3
Segundo a OMS, para alcançar a meta, todos os países devem trabalhar 3 pilares: vacinação contra o papilomavírus humano (HPV), realização de exames periódicos e tratamento de lesões pré-cancerígenas.3
Até 2030, as seguintes metas 90-70-90 devem ser alcançadas para que os países estejam no caminho da erradicação do câncer de colo do útero:3

Adaptado de: World Health Organization.3
Cobertura de

da vacinação completa das meninas até os 15 anos.3
Cobertura de

dos exames diagnósticos de alto rendimento em mulheres de 35 anos e novamente aos 45 anos.3
Cobertura de

das lesões pré-cancerígenas e de 90% dos casos de câncer invasivo em mulheres.3
Conhecimento para a saúde
Prevenção por meio de três passos
Embora a maioria das infecções causadas pelo HPV seja assintomática e desapareça espontaneamente, as infecções persistentes podem causar câncer.2
Além de ser responsável por aproximadamente 99% dos casos de câncer de colo do útero,2 a infecção por certos tipos de HPV também pode causar uma proporção de cânceres de ânus, vulva, vagina, pênis e orofaringe.3
A vacinação contra o HPV, a detecção precoce e o tratamento das lesões pré-cancerígenas são formas de prevenir o câncer de colo do útero.2,3

Adaptado de: National Cancer Institute.1
Quais são os sinais e sintomas do câncer de colo do útero?
Em estágios iniciais, os sintomas do câncer de colo do útero podem incluir:⁴
- Sangramento vaginal depois da relação sexual.
- Sangramento vaginal depois da menopausa.
- Sangramento vaginal entre menstruações ou sangramentos menstruais mais intensos e demorados que o usual.
- Corrimento vaginal aquoso e com odor forte ou com sangue.
- Dor pélvica ou dor durante as relações sexuais.
Os sintomas do câncer de colo do útero avançado podem incluir:⁴
- Evacuação difícil ou dolorosa, ou com sangue no reto ao evacuar.
- Dificuldade ou dor para urinar, ou presença de sangue na urina.
- Dor lombar.
- Edema nas pernas.
- Dor abdominal.
- Sensação de cansaço.
Estes sintomas podem ser causados por muitas condições além de câncer de colo do útero.
A única maneira de descobrir é buscando um profissional de saúde.4
Fatores de risco para o câncer de colo do útero
A infecção pelo HPV é uma causa possível de câncer de colo do útero:5
A infecção persistente por tipos de HPV de alto risco causa praticamente todos os cânceres de colo do útero. Dos tipos de alto risco, os HPVs 16 e 18 causam 70% dos cânceres de colo do útero em todo o mundo.5
Pessoas que iniciam sua vida sexual cedo, especialmente antes dos 18 anos, ou que têm vários parceiros sexuais, têm maiores probabilidades de se infectar com um tipo de HPV de alto risco.5
Fatores que aumentam o risco de que uma infecção por HPV cause câncer
Alguns fatores de risco aumentam a probabilidade de que uma pessoa que tenha uma infecção do colo do útero por HPV de alto risco desenvolva câncer de colo do útero.5 Esses fatores de risco incluem:

Estar com o sistema imunológico enfraquecido:
Isso pode reduzir a capacidade do corpo de combater uma infecção por HPV. As infecções por HPV têm maior probabilidade de serem persistentes e evoluírem para câncer em pessoas imunossuprimidas [com infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) ou outras doenças que enfraqueçam o sistema imunológico, em uso de medicamentos que suprimam a resposta imune para tratamento de câncer ou após um transplante].5

Antecedentes familiares de câncer de colo do útero:
O câncer de colo do útero pode ocorrer com maior frequência em algumas famílias. Se sua mãe ou irmã já tiveram câncer de colo do útero, sua probabilidade de desenvolver a doença aumenta em comparação à de alguém sem histórico familiar da doença.6

Fumar ou ser fumante passiva:
Fumantes ou fumantes passivas têm risco aumentado de desenvolver câncer de colo do útero. Quanto mais uma pessoa fumar ou estiver exposta ao fumo passivo, maior o risco.5

Obesidade:
A detecção do câncer de colo do útero pode ser mais difícil em pessoas com obesidade, o que leva a uma menor detecção do estágio pré-câncer e maior risco de câncer.5

Fatores reprodutivos:
Passar por múltiplas gestações a termo está associado a um maior risco de câncer de colo do útero.6
A importância da detecção
Em 2022, o câncer de colo do útero foi o oitavo câncer mais frequente no mundo, segundo o Observatório Global do Câncer7
Quando diagnosticado, o câncer de colo do útero é uma das formas de câncer que se pode tratar com mais êxito, desde que seja detectado precocemente e manejado de forma eficaz. Os cânceres diagnosticados em estágios avançados também podem ser manejados com tratamento adequado e cuidados paliativos.2
O que é rastreamento do câncer de colo do útero?
Os exames de rastreamento são feitos com o objetivo de encontrar alterações pré-cancerígenas nas células do colo do útero, quando é possível prevenir o desenvolvimento de câncer por meio de tratamento.8
Às vezes, o exame de rastreamento pode revelar um câncer. Quando o diagnóstico é feito em estágio inicial, costuma ser mais fácil tratar a doença.8

Diagnóstico do câncer de colo do útero
Existem três formas principais de detectar o câncer de colo do útero:8
- O teste de HPV é um exame das células para detectar infecções por tipos de HPV de alto risco que podem causar câncer de colo do útero.8
- O Papanicolau, também chamado de exame de citologia cervical, é uma coleta das células do colo do útero para poder detectar alterações causadas pelo HPV que, se não forem tratadas, podem se converter em câncer de colo do útero. Com este exame, pode-se encontrar células pré-cancerígenas e células de câncer de colo do útero. Às vezes, um exame Papanicolau também detecta doenças que não são câncer, como infecção ou inflamação.8
- O exame conjunto de HPV/Papanicolau é uma combinação desses dois exames feita para detectar tanto o HPV de alto risco como as alterações nas células do colo do útero.8
O que esperar durante um exame de rastreamento do câncer de colo do útero?
Os exames de detecção do câncer de colo do útero geralmente são feitos durante um exame pélvico, que dura somente alguns minutos.8
- O teste de HPV é um exame das células para detectar infecções por tipos de HPV de alto risco que podem causar câncer de colo do útero.8
- O Papanicolau, também chamado de exame de citologia cervical, é uma coleta das células do colo do útero para poder detectar alterações causadas pelo HPV que, se não forem tratadas, podem se converter em câncer de colo do útero. Com este exame, pode-se encontrar células pré-cancerígenas e células de câncer de colo do útero. Às vezes, um exame Papanicolau também detecta doenças que não são câncer, como infecção ou inflamação.8
- O exame conjunto de HPV/Papanicolau é uma combinação desses dois exames feita para detectar tanto o HPV de alto risco como as alterações nas células do colo do útero.8
Tratamento do câncer de colo do útero.

Se você tiver sintomas ou resultados de exames de rastreamento que sugiram a possibilidade de câncer de colo do útero, seu médico fará exames complementares para descobrir se isso se deve ao câncer ou a outra causa.9
Se você tiver o diagnóstico de câncer de colo do útero, o profissional de saúde que trata do câncer conversará com você sobre as suas opções de tratamento. Para selecionar o seu plano de tratamento, a equipe médica que estiver te atendendo também deverá levar em consideração a sua idade, seu estado geral de saúde e suas preferências.10
Os tipos comuns de tratamento do câncer de colo do útero incluem:
Cirurgia de câncer de colo do útero

Cirurgia de câncer de colo do útero
A cirurgia pode ser utilizada para ajudar a:11
Diagnosticar o câncer de colo do útero;
Determinar até que ponto a doença se propagou;
Tratar o câncer (especialmente para os cânceres em estágio precoce).
Cirurgia para lesões pré-cancerígenas no colo do útero
Podem-se utilizar dois tipos de procedimentos para tratar lesões pré-cancerígenas no colo do útero:11
Ablaçãoa: destruição de tecido do colo do útero com temperaturas frias (criocirurgia) ou com laser (ablação a laser), em vez de extrair o tecido.11
Conizaçãob: cortam-se e extirpam-se as lesões pré-cancerígenas.11
Esses procedimentos são utilizados para tratar a neoplasia intraepitelial cervical (NIC).11
aAblação: em medicina, é a eliminação ou destruição de uma parte ou tecido do corpo ou de sua função. A ablação pode ser realizada mediante cirurgia, uso de hormônios, medicamentos, radiofrequência, calor ou outros métodos.12
bConização: procedimento em que se extrai do colo do útero uma porção de tecido anormal em forma de cone.11
Cirurgia de câncer de colo do útero invasivo
Os procedimentos para tratar o câncer de colo do útero invasivo são:11
Histerectomiac simples e radical: uma histerectomia simples remove o útero (tanto o corpo do útero quanto o colo do útero), mas não as estruturas adjacentes (paramétrios e ligamentos uterossacros). A histerectomia simples pode ser utilizada para tratar certos tipos de NIC grave ou certos tipos de câncer de colo do útero muito precoce. Uma histerectomia radical extirpa o útero juntamente com os tecidos próximos a ele (os paramétrios e os ligamentos uterossacros), o colo do útero e a parte superior da vagina junto ao colo do útero. Os ovários não são extirpados, a menos que exista alguma outra razão médica para fazê-lo.11
Cervicectomiad: neste procedimento, extirpa-se o colo do útero e a parte superior da vagina, mas não o corpo do útero. Depois, o cirurgião faz uma sutura dentro da cavidade uterina para manter a abertura do útero fechada, como estaria normalmente o colo do útero. Uma cervicectomia radical permite que as mulheres sejam tratadas sem perder a capacidade de ter filhos.11
Exenteração pélvicae: nesta cirurgia, são extirpados os mesmos órgãos e tecidos que na histerectomia radical, com disseção dos gânglios linfáticos pélvicos. Adicionalmente, pode-se extirpar a bexiga, a vagina, o reto e também parte do cólon, dependendo do lugar para onde o câncer tenha se disseminado.11
cHisterectomia: cirurgia para retirar o útero e, em algumas ocasiões, os órgãos e tecidos que o circundam.11
dCervicectomia: cirurgia para retirar o colo do útero.11
eExenteração pélvica: cirurgia para retirar o cólon inferior, o reto e a bexiga. Criam-se aberturas para que a urina e a matéria fecal saiam do corpo. Nas mulheres, também se extirpa o colo do útero, a vagina, os ovários e os gânglios linfáticos próximos.11
Cirurgia para retirar gânglios linfáticos adjacentes
Amostra de gânglios linfáticos para-aórticos: em geral, durante a cirurgia de histerectomia radical, extirpam-se os gânglios linfáticos próximos à aorta (a artéria grande do abdome). Os gânglios linfáticos podem ser enviados ao laboratório durante a cirurgia para que se realizem exames rápidos. Se os gânglios linfáticos para-aórticos indicarem câncer, a cirurgia poderá ser interrompida, com aplicação de quimioterapia com ou sem imunoterapia em seu lugar. Se os gânglios linfáticos não mostram câncer, geralmente são extirpados e se conclui a histerectomia radical.11
Dissecção de gânglios linfáticosf pélvicos: o câncer que começa no colo do útero pode propagar-se aos gânglios linfáticos da pelve. Para comprovar a disseminação aos gânglios linfáticos, o cirurgião pode retirar alguns desses gânglios.11
Mapeamento e biópsia do gânglio linfático sentinela: o mapeamento e a biópsia do gânglio linfático sentinela são procedimentos em que o cirurgião encontra e extirpa somente os gânglios linfáticos para onde o câncer provavelmente se propagaria primeiro. Pode-se considerar o mapeamento dos gânglios linfáticos sentinela para certos casos de câncer de colo do útero em estágio I. Ele é mais bem utilizado para tumores com menos de 2 cm de tamanho.11
fDissecção de gânglios linfáticos: procedimento cirúrgico para retirar gânglios linfáticos; depois dele, observa-se uma amostra do tecido ao microscópio para determinar se existem sinais de câncer.12
Radioterapia
Radioterapia
A radioterapia é o uso de radiação de alta energia com raio-X para matar as células cancerígenas e reduzir os tumores.13
Os dois tipos principais de radioterapia são a radioterapia externa e a interna (também chamada braquiterapia). Tanto a radioterapia externa como a interna são usadas para tratar o câncer de colo do útero.13
Radioterapia externa: a radioterapia de feixe externo utiliza uma máquina fora do corpo para enviar radiação até a área com câncer.13
Radioterapia interna: a radioterapia interna utiliza uma substância radioativa que é colocada diretamente dentro do câncer ou ao redor dele. A radioterapia interna também é chamada de braquiterapia.13
Quimioterapia

Quimioterapia
A quimioterapia utiliza medicamentos para deter o crescimento das células cancerígenas, seja matando-as, seja impedindo-as de se reproduzir. A quimioterapia pode ser administrada sozinha ou com outros tipos de tratamento.14
Terapia-alvo

Terapia-alvo
A terapia-alvo consiste no uso de medicamentos voltados a proteínas das células do câncer de colo do útero que ajudam essas células a crescer, espalhar-se ou viver mais tempo. As terapias-alvo atuam para destruir as células cancerígenas ou desacelerar seu crescimento.15
Imunoterapia
Imunoterapia
A imunoterapia é um tipo de terapia na qual se utilizam substâncias a fim de estimular ou inibir o sistema imunológico e, desse modo, ajudar o corpo a combater o câncer, as infecções e outras enfermidades. A imunoterapia ajuda o sistema imunológico de uma pessoa a combater o câncer.16
Quem trata o câncer de colo do útero?
Ginecologista
Médico que trata doenças do sistema reprodutor feminino.10
Oncologista ginecologista
Médico que se especializa em cânceres do sistema reprodutivo feminino e que pode realizar cirurgias, além de receitar quimioterapia e outros medicamentos.10
Radio-oncologista
Médico que utiliza radiação para tratar o câncer.10
Oncologista
Médico especializado em oncologia que usa quimioterapia e outros medicamentos para tratar o câncer.10
Outros especialistas também podem participar de seu tratamento, incluindo enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, especialistas em reabilitação e outros profissionais de saúde.10
Se você é profissional da saúde e tem interesse em saber mais sobre o tratamento do câncer de colo do útero:
Dados sobre incidência e mortalidade do câncer de colo do útero no Brasil e no mundo em 2022, de acordo com o Observatório Global do Câncer:7,17
662.30
novos casos de câncer de colo do útero no mundo em 2022.7
No Brasil, em 2022:
- Foram diagnosticados 18.715 novos casos de câncer de colo do útero.17
- Foram registradas 9.905 mortes por câncer de colo do útero no Brasil.17
63.171
novos casos de câncer de colo do útero na América Latina e no Caribe em 2022.7
Na América Latina e no Caribe, em 2022:
- Foram notificadas 33.514 mortes por câncer de colo do útero.7
No mundo, em 2022:
- •Foram notificadas 348.874 mortes por câncer de colo do útero no mundo.7

Glossário
Ablação: em medicina, é a eliminação ou destruição de uma parte ou tecido do corpo ou de sua função. A ablação pode ser realizada mediante cirurgia, uso de hormônios, medicamentos, radiofrequência, calor ou outros métodos.12
DNA: molécula do interior das células que contém a informação genética necessária para que as pessoas e a maioria de organismos se desenvolvam e cresçam.12
Braquiterapia: tipo de radioterapia na qual se coloca um material radioativo selado em agulhas, grãos, fios ou cateteres diretamente no tumor ou ao redor dele.12
Câncer invasivo: câncer disseminado para além da parte externa do tecido em que tenha se desenvolvido, crescendo nos tecidos sadios circundantes.12
Cervicectomia: cirurgia para retirar o colo do útero.12
Conização: procedimento em que se extrai do colo do útero uma porção de tecido anormal em forma de cone.12
Criocirurgia: procedimento no qual se usa um líquido extremamente frio ou um instrumento chamado de criossonda para congelar e destruir o tecido anormal.12
Dissecção de gânglios linfáticos: procedimento cirúrgico para retirar gânglios linfáticos; depois dele, observa-se uma amostra do tecido ao microscópio para determinar se existem sinais de câncer.12
Displasia: termo que descreve a presença de células anormais em um tecido ou um órgão.12
Exenteração pélvica: cirurgia para retirar o cólon inferior, o reto e a bexiga. Criam-se aberturas para que a urina e a matéria fecal saiam do corpo. Nas mulheres, também se extirpam o colo do útero, a vagina, os ovários e os gânglios linfáticos próximos.12
Gânglio linfático: estrutura em forma de feijão que é parte do sistema imunológico. Os gânglios linfáticos filtram substâncias que viajam através do líquido linfático e contêm linfócitos (glóbulos brancos), que ajudam o corpo a combater infecções e doenças.12
Histerectomia: cirurgia para retirar o útero e, em algumas ocasiões, os órgãos e tecidos que o circundam.12
Incidência: número de casos novos de uma doença diagnosticados a cada ano.12
Imunossuprimido: pessoa com o sistema imunológico debilitado:12
Imunoterapia: tipo de terapia para a qual se utilizam substâncias a fim de estimular ou inibir o sistema imunológico e, desta maneira, ajudar o corpo a combater o câncer, as infecções e outras doenças.12
Neoplasia: termo usado para indicar crescimento anormal de células.12
Paramétrio: tecido adiposo e conjuntivo que cerca o útero. O paramétrio ajuda a conectar o útero aos outros tecidos da pelve.12
Pré-cancerígena: palavra utilizada para descrever uma doença que pode se converter em câncer ou que mostra probabilidade de se converter em câncer.12
Teste de HPV: exame laboratorial em que células são analisadas para que se detecte o DNA ou RNA de certos tipos de papilomavírus humano (HPV) conhecidos por serem causadores de câncer de colo do útero.12
Radioterapia: uso de radiação de alta energia de raio-X para matar as células cancerosas e reduzir os tumores.12
Tecido conjuntivo: tecido que sustenta, protege e estrutura outros tecidos e órgãos do corpo.12
Terapia-alvo: tipo de tratamento em que se utiliza medicamentos ou outras substâncias que têm como alvo moléculas específicas das quais as células cancerígenas necessitam para sobreviver e disseminar-se. As terapias-alvo agem de diferentes maneiras no tratamento do câncer.12
HPV: papilomavírus humano, um grupo de vírus relacionados que podem causar câncer.12
Referências
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- World Health Organization (WHO). Cervical cancer. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/cervical-cancer#tab=tab_1. Acessado em 6 de março de 2026.
- World Health Organization (WHO). Global strategy to accelerate the elimination of cervical cancer as a public health problem. 2020. Disponível em: https://iris.who.int/server/api/core/bitstreams/4e245e89-ddcc-488f-97c7-9de5e08524ef/content. Acessado em 2 de março de 2026.
- National Cancer Institute (NCI). Cervical cancer symptoms. 2022. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/cervical/symptoms. Acessado em 2 de março de 2026.
- National Cancer Institute (NCI). Cervical cancer causes, risk factors, and prevention. 2024. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/cervical/causes-risk-prevention. Acessado em 2 de março de 2026.
- American Cancer Society (ACS). Risk factors for cervical cancer. 2025. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/types/cervical-cancer/causes-risks-prevention/risk-factors.html. Acessado em 6 de março de 2026.
- Global Cancer Observatory (Globocan). Globocan 2022. Cervix uteri. 2024. Disponível em: https://gco.iarc.who.int/media/globocan/factsheets/cancers/23-cervix-uteri-fact-sheet.pdf. Acessado em 3 de março de 2026.
- National Cancer Institute (NCI). Cervical cancer screening. 2025. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/cervical/screening. Acessado em 3 de março de 2026.
- National Cancer Institute (NCI). Cervical cancer diagnosis. 2024. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/cervical/diagnosis. Acessado em 3 de março de 2026.
- American Cancer Society (ACS). Treating cervical cancer. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/types/cervical-cancer/treating.html. Acessado em 6 de março de 2026.
- American Cancer Society (ACS). Surgery for cervical cancer. 2025. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/types/cervical-cancer/treating/surgery.html. Acessado em 6 de março de 2026.
- American Cancer Society (ACS). Cancer glossary: definitions & phonetic pronunciations. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/understanding-cancer/glossary.html. Acessado em 6 de março de 2026.
- American Cancer Society (ACS). Radiation therapy for cervical cancer. 2025. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/types/cervical-cancer/treating/radiation.html. Acessado em 6 de março de 2026.
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- American Cancer Society (ACS). Targeted drug therapy for cervical cancer. 2025. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/types/cervical-cancer/treating/targeted-therapy.html. Acessado em 6 de março de 2026.
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- Global Cancer Observatory (Globocan). Globocan 2022. Brazil. 2024. https://gco.iarc.who.int/media/globocan/factsheets/populations/76-brazil-fact-sheet.pdf. Acessado em 3 de março de 2026.
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