Estudo clínico mostra avanços promissores no tratamento de câncer de cabeça e pescoço
August 6, 2025 2:47 pm GMT-0300
O estudo KEYNOTE-689 é o primeiro com resultados positivos em mais de duas décadas para pacientes com carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço localmente avançado ressecado
São Paulo, julho de 2025 – O estudo KEYNOTE-689, apresentado na Reunião Anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR) e na Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), trouxe resultados inovadores que podem redefinir o tratamento do carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço (CECP) localmente avançado. Este ensaio clínico randomizado demonstrou que a adição do pembrolizumabe (KEYTRUDA) peri-operatório ao tratamento padrão resulta em uma melhora significativa na sobrevida livre de eventos (SLE) e resposta patológica maior para pacientes em estágios III e IV da doença.
Historicamente, o tratamento para CECP localmente avançado tem sido baseado em abordagens cirúrgicas seguidas de quimioterapia e radioterapia, com resultados frequentemente insatisfatórios e efeitos colaterais severos. O KEYNOTE-689, que envolveu mais de 700 pacientes, avaliou a eficácia do pembrolizumabe administrado como terapia neoadjuvante e adjuvante. Os resultados mostraram uma mediana de sobrevida livre de eventos (SLE) de 51,8 meses para o grupo que recebeu pembrolizumabe, em comparação com apenas 30,4 meses para aqueles que seguiram o tratamento padrão, e uma diferença de aproximadamente 10% vs 0% na resposta patológica maior.
Resultados
Após um acompanhamento mediano de 38,3 meses, os dados mostram que o tratamento com pembrolizumabe antes da cirurgia (neoadjuvante), então continuado em combinação com radioterapia padrão (com ou sem cisplatina) após a cirurgia seguido por pembrolizumabe sozinho (adjuvante), reduziu o risco de eventos de SLE em 27% na população geral, com uma redução ainda mais acentuada em subgrupos específicos:
- População com CPS ≥ 10: A mediana da SLE (Sobrevida Livre de Eventos) foi de 59,7 meses no grupo que recebeu pembrolizumabe, em comparação com 26,9 meses no grupo de tratamento padrão.
- População com CPS ≥ 1: A mediana da SLE foi de 59,7 meses para o grupo com pembrolizumabe, em comparação com 29,6 meses no grupo controle.
- População com Intenção de Tratar (ITT): A mediana da SLE foi de 51,8 meses no grupo com pembrolizumabe versus 30,4 meses no grupo de tratamento padrão.
Além disso, o estudo demonstrou respostas patológicas significativas no tumor primário e nos linfonodos após a administração de pembrolizumabe, indicando uma ativação do sistema imunológico que pode alterar o microambiente tumoral de forma benéfica.
O perfil de segurança do pembrolizumabe foi considerado aceitável, com taxas de eventos adversos semelhantes entre os grupos de tratamento. Embora tenham sido observados mais eventos imunomediados no grupo que recebeu a nova terapia, estes foram, em geral, bem controlados. Os efeitos adversos mais comuns estavam relacionados à quimiorradioterapia, e não foram identificados novos sinais de segurança.
Futuro do Tratamento
Os resultados do KEYNOTE-689 não apenas estabelecem um novo padrão de cuidado, mas também abrem caminho para futuras investigações sobre a integração de terapias adicionais e a aplicação de imunoterapia em contextos cirúrgicos. Dr. Ravindra Uppaluri, um dos principais pesquisadores do estudo, enfatizou a importância desses resultados: “O padrão atual de tratamento foi estabelecido há mais de 20 anos e, apesar do tratamento multimodal, resultou em resultados abaixo do ideal. Os resultados do KEYNOTE-689 representam uma melhoria drástica em relação ao padrão atual de tratamento.”
A pesquisa contínua é vital para entender melhor como essas novas abordagens podem ser implementadas na prática clínica.
O estudo KEYNOTE-689 representa um marco significativo na luta contra o CECP, oferecendo esperança renovada para pacientes e profissionais de saúde. À medida que a pesquisa avança, a expectativa é que novas estratégias de tratamento possam melhorar ainda mais os resultados e a qualidade de vida dos pacientes afetados por essa condição.
Sobre a MSD
Por mais de 130 anos, a MSD cria invenções para a vida, trazendo ao mercado medicamentos inovadores para combater as doenças mais desafiadoras. MSD é o nome pelo qual é conhecida a Merck & Co. Inc. fora dos Estados Unidos e do Canadá, cuja sede fica em Rahway (New Jersey, EUA). Demonstramos nosso compromisso com os pacientes e com a saúde da população, aumentando o acesso aos serviços de saúde por meio de políticas, programas e parcerias de longo alcance. Hoje, a MSD continua na vanguarda da pesquisa para prevenir e tratar doenças que ameaçam pessoas e animais – incluindo câncer, doenças raras, doenças infecciosas, como HIV e Ebola, doenças raras e doenças animais emergentes -, pois aspiramos ser a principal empresa biofarmacêutica intensiva em pesquisa no mundo.
Sobre a MSD no Brasil
A MSD conta com mais de 1,3 mil funcionários no país, nas divisões de Saúde Humana, Saúde Animal e Pesquisa Clínica.
Recent Comments