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Nossos esforços contra a Covid-19

Como uma empresa com um longo legado de pesquisa e inovações em doenças infecciosas, a MSD está totalmente comprometida a usar sua experiência para ajudar no combate à pandemia, que é um desafio científico e de saúde global incomparável e exige contínua colaboração entre a comunidade científica, empresas, governos e sociedade.

Já temos resultados muito positivos com as vacinas na parte de prevenção e o tratamento com antivirais tem o potencial de ser um forte aliado no combate ao SARS-CoV-2.

A MSD e a Ridgeback Bio estão colaborando para desenvolver e comercializar molnupiravir, conhecido internacionalmente como Lagevrio, um antiviral oral para o tratamento da Covid-19. A MSD é responsável pelo desenvolvimento clínico, registros regulatórios e fabricação. Estamos empenhados em disponibilizar acesso amplo e equitativo ao medicamento.

O medicamento recebeu em 4 de maio de 2022 a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em uso emergencial. Molnupiravir está aprovado em 17 e em uso em 30 países como Estados Unidos, Inglaterra, Japão e outros.

No dia anterior, MSD e Fiocruz, por meio de seu Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), fecharam uma parceria de cooperação tecnológica e para a produção de molnupiravir no Brasil. Por meio do contrato, o Instituto será responsável por etapas do processo produtivo, importação e distribuição para o setor público.

O acordo será regido pela Lei de Inovação Brasileira que incentiva a colaboração entre entidades públicas e privadas para projetos colaborativos voltados ao fomento do desenvolvimento científico e tecnológico nacional, qualificação, pesquisa e inovação.

O processo de transferência parcial de tecnologia será realizado em diferentes fases, incluindo desde algumas etapas do processo produtivo, até a pesquisa do medicamento para eventual uso em profilaxia de Covid-19. Também é previsto o início de estudos experimentais de análise de atividade do medicamento em outros vírus também endêmicos no Brasil, como dengue e chikungunya.

Sobre molnupiravir

Molnupiravir é um antiviral de uso oral com potencial ação contra diversos vírus RNA, incluindo o SARS-CoV-2 e atua impedindo a replicação dos vírus. Está sendo avaliado em dois estudos globais de fase 3, inclusive no Brasil:

1.            Como tratamento nos primeiros cinco dias de sintoma:

  • O estudo clínico global multicêntrico, duplo-cego, randomizado, controlado por placebo (MK-4482-002), mais adiantado, tinha previsão de conclusão prevista para novembro de 2021, mas seu recrutamento foi interrompido no dia 1º de outubro, por recomendação de um Comitê de Monitoramento de Dados independente, já que a análise interina demonstrou que molnupiravir reduziu significativamente o risco de hospitalização ou morte (objetivo primário do estudo). Com base nos dados de sequenciamento viral disponíveis (aproximadamente 40% dos participantes), molnupiravir demonstrou eficácia consistente nas variantes Gama, Delta e Mu, além de eficácia in vitro contra a Ômicron. A eficácia foi confirmada na análise final com uma redução significativa de hospitalizações e 89% de redução de mortalidade.
  • Os critérios de elegibilidade exigiam que todos os pacientes apresentassem Covid-19 leve a moderado confirmado em laboratório, com início dos sintomas até 5 dias da randomização, tivessem mais de 18 anos de idade e pelo menos um fator de risco para evolução desfavorável da Covid-19 como, por exemplo, obesidade, diabetes, qualquer doença cardíaca grave – ou ter mais de 60 anos.
  • Aqui no Brasil, o tratamento foi testado em sete centros: três em São Paulo (dois na capital e um em São José do Rio Preto no interior), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e Bento Gonçalves (RS).

2.           Como profilaxia pós-exposição (PEP):

  • O segundo estudo (MK-4482-013), iniciado aqui no Brasil em outubro de 2021, avalia o uso de molnupiravir como profilaxia pós-exposição (PEP) para evitar a transmissão da Covid-19 entre pessoas expostas ao vírus – ou seja, que residem com uma pessoa que testou positivo para Covid-19 nas últimas 72 horas e apresenta pelo menos um sintoma associado à Covid-19, além de outros critérios específicos exigidos no protocolo de pesquisa.
  • O estudo acontece simultaneamente em diversos países e, aqui no Brasil, molnupiravir está sendo testado em sete centros: dois em São Paulo (um na Capital e outro em São José do Rio Preto, no interior do Estado), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Ijuí (RS), Manaus (AM) e Campo Grande (MS).
  • Os resultados estão previstos para saírem até o fim de 2022. Mais informações podem ser obtidas aqui.

Acesso amplo e equitativo a molnupiravir

A MSD anunciou em 2021, antes mesmo da aprovação de molnupiravir, uma série de acordos para facilitar a disponibilização de genéricos do antiviral em países de menor poder de financiamento de seus sistemas de saúde, e após as aprovações regulatórias exigidas, tais como Índia, Afeganistão, Haiti, Etiópia, Venezuela, El Salvador, Nicarágua, Suriname, Serra Leoa, Timor Leste, Iêmen, Zimbábue, e mais quase 100 outros países.

Estes acordos globais de licença voluntária com produtores indianos e com a organização Medicines Patent Pool (MPP) são inéditos e visam o rápido e equitativo acesso ao molnupiravir no mundo. Com essas medidas, trabalhamos para criar um suprimento global suficiente de produtos de qualidade assegurada para atender a demanda global.

A MSD continuará trabalhando com governos, doadores, organizações globais de saúde, ONGs e parceiros genéricos de licenciamento para oferecer acesso a pacientes que precisem de molnupiravir em todo o mundo.

No Brasil, estamos trabalhando para tornar o molnupiravir amplamente acessível à população brasileira com a agilidade e segurança que o contexto da pandemia exige.

Expansão da capacidade de fabricação

Em março de 2021, anunciamos um acordo com a BARDA para adaptar e disponibilizar várias unidades de fabricação da empresa para a produção de vacinas e medicamentos contra a Covid-19.

Vacinas contra Covid-19

Além da nossa pesquisa em antivirais, investimos na pesquisa de duas vacinas candidatas para Covid-19 que decidimos descontinuar, por apresentarem baixa eficácia nos estudos clínicos realizados. Por isso, firmamos uma parceria para apoiar a produção da vacina contra Covid-19 da Janssen (Johnson & Johnson), com o objetivo de ampliar o acesso à vacinação contra a COVID-19 no mundo, ao mesmo tempo que avançamos na pesquisa de um antiviral na parte de tratamento.

Retribuindo à sociedade

Em resposta à pandemia, mudamos nossa política de voluntariado para apoiar funcionários com formação em enfermagem e outras áreas médicas. Reconhecemos a necessidade de mais profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiras e técnicos de laboratório médico, para auxiliar na linha de frente de combate à Covid-19 e implementamos em 21 de março de 2020 um novo programa para permitir que nossos funcionários treinados em medicina doassem parte de seu tempo para ajudar suas comunidades, mantendo seu salário base.

Fortalecimento da inovação

O notável ritmo de desenvolvimento de vacinas e medicamentos Covid-19 é uma boa notícia para nossa indústria e para a sociedade – e o resultado direto de investimentos sustentados em pesquisa e desenvolvimento pelas empresas farmacêuticas baseadas em pesquisa, pequenas empresas de biotecnologia, academia e governos.