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Nossa atuação

Molnupiravir e a Covid-19

Como uma empresa com um longo legado de pesquisa e inovações em doenças infecciosas, a MSD está totalmente comprometida a usar sua experiência para ajudar no combate à pandemia, que é um desafio científico e de saúde global incomparável e exige contínua colaboração entre a comunidade científica, empresas, governos e sociedade.

Já temos resultados muito positivos com as vacinas na parte de prevenção e o tratamento com antivirais tem o potencial de ser um forte aliado no combate ao SARS-CoV-2.

A MSD e a Ridgeback Bio estão colaborando para desenvolver e comercializar molnupiravir, conhecido internacionalmente como Lagevrio, um antiviral oral para o tratamento da Covid-19. A MSD é responsável pelo desenvolvimento clínico, registros regulatórios e fabricação.

Estamos empenhados em garantir acesso amplo e equitativo ao medicamento.

Sobre o molnupiravir

O molnupiravir é um antiviral de uso oral que tem potencial de ação em diversos vírus RNA, incluindo o SARS-CoV-2. Ele atua impedindo a replicação dos vírus.

Molnupiravir está sendo avaliado em dois estudos globais de fase 3, inclusive no Brasil:

Estudo MOVe-OUT (MK-4482-002), que já parou de recrutar participantes, estuda molnupiravir como tratamento nos primeiros cinco dias de sintomas

O estudo clínico global multicêntrico, duplo-cego, randomizado, controlado por placebo, mais adiantado, tinha previsão de conclusão prevista para novembro de 2021, mas seu recrutamento foi interrompido no dia 1º de outubro, por recomendação de um Comitê de Monitoramento de Dados independente, já que a análise interina demonstrou que molnupiravir reduziu em aproximadamente 50% o risco de hospitalização ou morte (objetivo primário do estudo). Até o 29º dia, nenhuma morte foi relatada em pacientes que receberam molnupiravir, em comparação com oito mortes em pacientes que receberam placebo. Os dados demonstraram que 7,3% dos pacientes que receberam molnupiravir foram hospitalizados ou morreram até o dia 29 após a randomização (28/385), em comparação com 14,1% dos pacientes tratados com placebo (53/377); p = 0,0012.

Com base nos dados de sequenciamento viral disponíveis (aproximadamente 40% dos participantes), molnupiravir demonstrou eficácia consistente em diversas variantes virais, entre elas as mais prevalentes – Gamma, Delta e Mu.

Os critérios de elegibilidade exigiam que todos os pacientes apresentassem Covid-19 leve a moderado confirmado em laboratório, com início dos sintomas até 5 dias da randomização, tivessem mais de 18 anos de idade e pelo menos um fator de risco para evolução desfavorável da Covid-19 como, por exemplo, obesidade, diabetes, qualquer doença cardíaca grave – ou ter mais de 60 anos.

Aqui no Brasil, o tratamento foi testado em sete centros: três em São Paulo (dois na capital e um em São José do Rio Preto no interior), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e Bento Gonçalves (RS).

 

Estudo MOVe-AHEAD (MK-4482-013) estuda molnupiravir como profilaxia pós-exposição (PEP):

O segundo estudo (MK-4482-013), recém-iniciado aqui no Brasil, avalia o uso de molnupiravir como profilaxia pós-exposição (PEP) para evitar a transmissão da Covid-19 entre pessoas expostas ao vírus – ou seja, que residem com uma pessoa que testou positivo para Covid-19 nas últimas 72 horas e apresenta pelo menos um sintoma associado à Covid-19, além de outros critérios específicos exigidos no protocolo de pesquisa.

O estudo acontece simultaneamente em diversos países e, aqui no Brasil, molnupiravir está sendo testado em sete centros: dois em São Paulo (um na Capital e outro em São José do Rio Preto, no interior do Estado), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Ijuí (RS), Manaus (AM) e Campo Grande (MS).

 

Acesso amplo e equitativo a molnupiravir

A MSD anunciou em 2021, antes mesmo da aprovação de molnupiravir, uma série de acordos para facilitar a disponibilização de genéricos do antiviral em países de menor poder de financiamento de seus sistemas de saúde, e após as aprovações regulatórias exigidas, tais como Índia, Afeganistão, Haiti, Etiópia, Venezuela, El Salvador, Nicarágua, Suriname, Serra Leoa, Timor Leste, Iêmen, Zimbábue, e mais quase 100 outros países.

Estes acordos globais de licença voluntária com produtores indianos e com a organização Medicines Patent Pool (MPP) são inéditos e visam o rápido e equitativo acesso ao molnupiravir no mundo. Com essas medidas, trabalhamos para criar um suprimento global suficiente de produtos de qualidade assegurada para atender a demanda global.

A MSD continuará trabalhando com governos, doadores, organizações globais de saúde, ONGs e parceiros genéricos de licenciamento para oferecer acesso a pacientes que precisem de molnupiravir em todo o mundo.

No Brasil, estamos trabalhando para tornar o molnupiravir amplamente acessível à população brasileira com a agilidade e segurança que o contexto da pandemia exige.

Fortalecimento da inovação

O notável ritmo de desenvolvimento de vacinas e medicamentos para tratar e combater a Covid-19 é uma boa notícia para nossa indústria e para a sociedade. É resultado direto de investimentos sustentados em pesquisa e desenvolvimento pela indústria farmacêutica baseada em pesquisa e parceria com empresas de biotecnologia, com a academia e com os governos. Aplaudimos esses esforços e contribuiremos para que perdurem.